quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Música, Música e Musica ..


A pedidos, pouco conhecidos, pouco bons ou, um  pouco, bem pouco ruins. Cinco discos brasileiros que eu gosto e que marcaram época ou que me marcaram



Seguindo o padrão de lançar um disco ao vivo entre 3 discos de estúdio, FGCA é talvez o segundo álbum mais progressivo da banda, ficando atrás apenas de Tchau Radar. FGCA foi gravado na sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, contando ainda com a presença de Augusto Licks que  acabou saindo da banda em 1994, um ano após o lançamento de FGCA. Da escolha desse álbum para a lista; foi o álbum menos vendido até então pela banda, porém é um disco que gosto muito. O disco foi produzido pelo antigo produtor de Legião Urbana, Mayrton Bahia, que deu uma cara diferente. Licks talvez nunca esteve tão bem quanto nesse disco, colocando fraseados “jazzísticos” em cada musica (o que eu realmente adoro). Além de tudo esse disco teve turnê internacional, pelo Japão e EUA. Destaque para faixa CRÔNICA, com melodia leve e com uma letra profunda.
“você que tem idéias tão modernas
é o mesmo homem que vivia nas cavernas”



 Pato Fu é uma banda cativante eu diria. Não possui musicas “chicletes” , muito menos chega a ser convencional. Gol de quem? É o segundo álbum lançado pela banda, e teve até uma boa repercussão na época. Quando lançado, o PF ainda possuía uma bateria eletrônica como percussão, sendo trocada durante turnê pelos EUA, desse mesmo disco. John Ulhoa é um excelente guitarrista e compositor provando isso na faixa “Sobre o Tempo”, que se tornaria um clássico da banda e minha música favorita. Tudo muito bem explorado, os vocais da Fernanda Takai e a característica cômica que sempre esta presente nas letras e discos da banda, como em “Mamãe ama meu revolver”.

Dois músicos de estilos diferentes, com idades diferente e com características diferentes. Teria tudo para dar errado mas não deu. Ney Matogrosso e Raphael Rabello fizeram história ao gravar “À Flor da Pele” em 1990.  Com clássicos da MPB interpretados com o violão inconfundível de Raphael e com as performances de Ney . O disco apresenta grandes canções com novas releituras, como em “No Rancho Fundo” que nem aparenta ser a mesma canção, após os arranjos e improvisações de Raphael. Minha favorita dos Mutantes e muito bem interpretada “Balada dos Loucos ” é o ápice do disco



Cheia de altos e baixos, experiências que não deram certo e constantes brigas, esse foi o IRA! Após bons discos na década de 80, como “Psicoacústica”, o grupo entrou numa fase de experimentações eletrônicas durante a década de 90, o que não deu muito certo e acabou levando o IRA! a quase uma fase de desconhecimento. Porém em 1999 o CD “Isso é amor” trouxe o grupo de volta a evidência. No ano seguinte veio o “MTV ao o vivo” que comemoraria 20 anos de banda. Finalmente em 2001 o IRA! lançou um álbum de musicas inéditas “Entre seus rins”. Não o melhor nem o pior de seus álbuns, mas o album que merece ser ouvido. “Entre seus rins ”, canção que dá nome ao disco é uma balada romântica cheia de segundas intenções. O Edgar (na minha o opinião o mais estilizado guitarrista brasileiros, e um dos melhores, senão o melhor) assina 8 das 12 faixas do disco, uma prova de criatividade e talento. O disco todo é composto quase como um lado B, não possui refrões repetidos e é cheio de romantismo, eu diria.  Vale a pena lembrar de “Superficial” faixa 5 do disco, e uma das composições do Scandurra.
“Era a oposição que nos atraía
Eu tão socialista
E você tão neoliberal”
“Uma amiga minha me disse uma vez que havia passado anos tentando entender o que Entre seus rins queria dizer. Bastava olhar pra capa do disco.”

Who?! Cascavelletes, NÃO, eles não eram de Cascavel. Banda tipicamente gaúcha, um quarteto originalmente, fez sucesso na década de 80 juntamente com uma ascensão de bandas desse estado. Com membros presentes em outras bandas ao mesmo tempo, o grupo com alguns músicos já de certa forma experientes lançou dois álbuns de estúdio, e um deles merece destaque por ser cheio de referências e estilo. “Rock'a’aula”  de 1989 trazia 11 faixas, a maior parte delas escritas por Flavio Basso e Nei Van Soria, animadas com apelos para o humor e geralmente com conotações sexuais. Porém o disco tem uma música, a minha favorita da banda, que possui referências literárias com Hermann Hesse em o Lobo da Estepe. Canção de mesmo nome que o livro tem os vocais “distorcidos” de Flavio Basso e uma melodia simples, porém bem marcante.
Lobo da estepe
Acredito na tua dor”  






Colaborador Mensal Rogério Paludo.


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