quarta-feira, 10 de julho de 2013

“Antes da Meia-Noite” ou “Amor: parte 3”



Sempre gostei de “Antes do Amanhecer”, o primeiro filme da trilogia “Antes”, parceria entre Richard Linklaker , Julie Delf e Ettan Hank. O primeiro por si já era completo. Conversas jogadas fora por dois jovens em um ambiente neutro. Nenhuma preocupação a não ser aproveitar a noite, já que ambos se propuseram conhecer Viena da forma mais improvisada possível. Uma ficada sem pretensões para ambos viajantes, que poderia se encerrar com a promessa, que nunca saberíamos se foi cumprida.

No segundo, vemos que aquela não foi só uma ficada. Aquela madrugada em Viena  ficou circulando durante anos na vida de ambos. Tanto que, após o encontro na livraria, ambos decidem mudar suas trajetórias afim permanecerem juntos.

No terceiro, somos impactados pelas conseqüências em começar a história juntos. Afinal de contas, mesmo nas histórias mais bonitas de amor, nossas escolhas geram conseqüências.

Na primeira seqüência (importantíssima para a história e linda, por sinal!), vemos O ESCRITOR com seu filho adolescente no aeroporto. Todo o desenrolar da relação entre o casal vem dessa cena. Vemos que as conseqüências das atitudes tomadas  em “Antes do Por-do-Sol”.



Duas coisas que acho importante ressaltar da série: Primeiro, toda a história é contada a partir dos diálogos dos dois, o que demonstra uma direção e uma preparação dos atores impecável (mesmo sabendo que são atores, temos a impressão de estarmos vendo um casal de verdade). E segunda, os filmes meio que mostram as situações-chave do relacionamento. Ao menos o ápice de cada estágio.


Em “Antes da Meia-Noite” temos um amor mais maduro e cheio de responsabilidades, que pode muitas vezes revelar as fraquezas dos personagens. E quem disse que o amor não é cheio dessas artimanhas para nos deixar loucos?

Beijos Bruno Brigo

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