segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quem é você?

Christian Bale está morrendo aos poucos. Logo no começo de “O Operário” vemos que ele está abaixo do peso e que nem sua fala é de uma pessoa saudável. Ele está doente.

O filme conta a história de Trevor Reznik, um torneiro mecânico que está sofrendo com algo que nem ele sabe o que é. Sem dormir a mais de um ano, ele começa a ter visões e sofrer com uma sensação eterna de perseguição. Sua rotina se limita a trabalhar, fazer sexo com uma prostituta que nutre um carinho por ele e tomar um café no bar do aeroporto da cidade. Quanto um novo funcionário da empresa começa a manter contato com Trevor, as coisas ficam mais complexas e extremas.


“O Operário” não é um filme fácil. Logo na sequência inicial vemos um Bale debilitado e muito fraco. Nem sua voz tem força. As primeiras sequências do filme são mais pra nos habituarmos com o estado de Bale para depois entrarmos na história, tamanho é o incômodo. Conforme somos apresentados à rotina de Trevor, vemos que sua vida não tem muito sentido. A partir da paranoia do operário, começamos a interagir com sua cabeça.


O mais interessante deste filme é que não temos um conhecimento que o personagem não tem. Vamos descobrindo junto com ele. Sabemos que muito das situações são paranoia, ele também sabe. Só não sabemos o que é o que. Vamos construindo o quebra-cabeça junto com ele.


O filme tem uma trilha sonora presente e extremamente incômoda (como tudo no filme).  “O Operário” é repleto de sequências incríveis: a cena da mutilação na máquina e toda a sequência do trem fantasma me deixaram sem fôlego.

Sem contar que Christian Bale, como sempre faz em filmes como “Psicopata Americano” e “O Vencedor”, quebra tudo quando entra em cena, tomando para si a atenção, como um desajustado histérico em uma reunião de família. Pra mim, Bale é um dos melhores atores de sua idade. Sem contar que ele já foi o Batman!



Enfim, “O Operário” é um filme interessante de ser visto. Sem culpa!

Beijos Bruno Brigo

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